A diligência de terceiros deve produzir informação útil para a decisão de contratar e para o acompanhamento posterior. Aplicar o mesmo formulário a todas as relações pode deixar riscos relevantes sem exame.
Como organizar a conferência
Identifique objeto, valor, exposição ao setor público, intermediação e local de execução. Confira identidade, capacidade de entrega e documentos pertinentes ao risco, usando fontes legítimas. Registre alertas, esclarecimentos e decisão fundamentada. Estabeleça revisão quando houver mudança de controle, escopo ou condição de pagamento. O controle precisa acompanhar o terceiro durante a relação, sem coletar dados pessoais sem necessidade.
Exemplo de análise
Exemplo hipotético: um fornecedor de material de escritório e um intermediário que representa a empresa perante órgãos públicos têm funções diferentes. A análise do segundo exige examinar mandato, remuneração e entregas da representação; repetir apenas o cadastro fiscal do primeiro não cobre esse risco.
Documentos e pontos de controle
| Ponto | O que conferir |
|---|---|
| Perfil | Objeto, exposição e capacidade |
| Diligência | Fontes, alertas e esclarecimentos |
| Acompanhamento | Mudanças e evidência das entregas |
O resultado deve registrar a decisão e as condições de acompanhamento. Um alerta não confirmado não é acusação, e uma consulta sem apontamentos não garante regularidade de toda a relação.
Referência: Decreto nº 11.129/2022, art. 57. Texto oficial consultado em 14/09/2026.
Para conferir os documentos e a memória do seu caso, conheça a perícia contábil da Costa Nova.
Conteúdo técnico da Costa Nova Associados, republicado na CN Advisors. Datas e exemplos do material original foram preservados. O escopo e a responsabilidade por cada trabalho são definidos na contratação.
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